domingo, 18 de abril de 2010

CRISTO APARECE AOS SEUS DISCÍPULOS NA GALILÉIA


18/04/2010 - 3° Domingo da Páscoa

São João 21: 1-14


Meus irmãos e minhas irmãs a Leitura do santo evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos mostra que a cena agora muda para o mar de Tiberíades. Os discípulos viajaram para o norte, aos seus lares na Galiléia. O Senhor Jesus os encontrou ali. A frase foi assim que ele se manifestou significa que São João descreverá a seguir a maneira como Cristo lhes apareceu.

Sete dos discípulos estavam juntos no momento: São Pedro, São Tomé, Natanael, São Tiago e São João (os filhos de Zebedeu) e mais dois cujos os nomes não são ditos nas Sagradas Escristuras.

São Pedro resolveu ir pescar no lago, e os outros concordarm ir com ele. Parecia uma decisão bem natural, embora alguns estudiosos da Bíblia apontem que a viagem não era da vontade de Deus e que eles foram sem orar primeiro. Naquela noite, nada apanharam. Não foram os primeiros pescadores a passar uma noite pescando sem sucesso! Eles ilustram a inutilidade de esforços humanos à parte de ajuda divina, especialmente na questão de pescar almas.

No verso 4 Jesus estava à espera deles quando remavam em direção à praia de manhã, apesar de eles não o conhecerem. Talvez ainda estivesse escuro, ou talvez tenham sido impedidos de conhecê-lo pelo poder de Deus.

É como se o Senhor perguntasse: “filhos, tendes ai alguma coisa para comer?”. Despontado responderam-lhe: não.

Acharam que era somente um desconhecido andando pela praia. Mas em resposta ao seu conselho, eles lançaram a rede à direita do barco, e olhe! Veja! Uma grande quantidade de peixes. Tantos, que não eram capazes de puxar a rede! Isso mostra que o Senhor Jesus tinha perfeito conhecimento a respeito da localização dos peixes no lago. Também nos ensina que, quando o Senhor dirige o nosso serviço, não há mais redes vazias. Ele sabe onde há almas prontas para ser salvas e está pronto a dirigir-nos a elas, se nós assim deixarmos.

São João foi o primeiro a identificar o Senhor, e provavelmente avisou a São Pedro. Esse cingiu-se de sua veste e foi para a praia. Não é dito se ele nadou ou vadeou, ou andou em cima da água (como alguns sugerem).

Os outros discípulos se transferiram do barco de pesca maior para um barquinho e arrastaram a rede os noventa e dois metros que restavam para chegar à praia.

O Salvador tinha tudo pronto para o seu desjejum: peixe e pão. Não sabemos se o Senhor apanhou aqueles peixes ou se conseguiu milagrosamente. Mas aprendemos que Ele não depende dos nossos fracos esforços. Sem dúvida, aprenderemos no céu que, quando muitos foram salvos através da pregação e do testemunho pessoal, muitos outros foram salvos pelo Senhor sem nenhuma ajuda humana.

Agora Ele nos instruiu a arrastar a rede com os peixes, não para cozinha-los, mas para contá-los. Agindo assim, eles seriam lembrados de que “o segredodo sucesso é trabalhar, obedecendo à sua ordem, e agir com obediência implícita à sua Palavra”.

O verso 11 nos mostra que a Bíblia dá o número exato dos peixes na rede: cento e cinqüenta e três. Muitas explicações interessantes, tem sido oferecidas em relação ao sentido desse número:

  1. O número de línguas no mundo daquele tempo;
  2. O número de raças ou tribos no mundo às quais a rede do evangelho seria lançada;
  3. O número de diferentes peixes no mar da Galiléia , ou no mundo.

Não há dúvida de que há referência à variedade dos que seriam salvos pela pregação do Santo Evangelho: alguns de toda tribo e nação. Os pescadores sabiam que foi extraordinário a rede não se ter rompido. Isso é mais uma evidência de que “quando a obra é do Senhor é efetuada sob a direção dele, nunca faltarão os recursos de Deus”. Ele cuidará para que a rede não se rompa.

O convite do desjejum é ouvido, e os discípulos se ajuntam ao redor das brasas afim de participar das coisas boas que o Senhor providenciara. São Pedro deve ter tidos seus pensamentos quando viu as brasas. Será que le se lembrou das brasas onde se esquentou quando negou o Senhor? Os discípulos perceberam uma sensação estranha de admiração e solenidade na presença do Senhor. Ali estava Ele no seu corpo ressurreto. Havia muitas perguntas que eles gostariam de fazer, mas não tinham coragem. Eles sabiam que era o Senhor, mesmo sentido que certo ar de mistério envolvia sua pessoa.

Jesus agora lhes serviu o desjejum. E provavelmente eles lembraram de uma ocasião semelhante quando Ele alimentou cinco mil com uns pães e peixes.

Esta foi a terceira vez mencionada por São João em que Jesus apareceu aos seus discípulos. Que ouve outras vezes é evidente nos demais Evangelhos. Nesse Evangelho, Ele apareceu aos discípulos na tarde do dia da ressurreição, depois uma semana mais tarde, e agora na praia do lago azul da Galiléia.


Paz e Bem
Sem. Bruno Leandro.

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