domingo, 16 de abril de 2017

ALELUIA! CRISTO RESSUSCITOU



16/04/2017 - Domingo da Ressurreição (Páscoa)

São Mateus 28: 1-10



A RESSURREIÇÃO DE JESUS 


1. Cristo já ressuscitou; Aleluia! 
Sobre a morte triunfou; Aleluia! 
tudo consumado está; Aleluia! 
Salvação de graça dá; Aleluia! 

2. Sobre a cruz Jesus sofreu; Aleluia! 
E por nós ali morreu; Aleluia! 
Mas agora vivo está; Aleluia! 
Para sempre reinará; Aleluia! 

3. Gartos hinos hoje erguei; Aleluia! 
A Jesus, O grande Rei; Aleluia!
Ele à morte quiz baixar; Aleluia! 
Pecadores resgatar; Aleluia! 

*Musica retirada do Hinário da Igreja Anglicana


Meus irmãos e minha irmãs hoje é um dia especial é o Domingo da Páscoa, dia esse em que comemoramos a Ressurreição de Cristo.


O santo Evangelho de hoje nos mostra que no domingo, antes da alvorada a s duas Marias foram ver o sepulcro. Enquanto chegavam houve um grande terremoto. Um anjo desceu do céu, removeu a pedra da entrada do sepulcro e assentou-se sobre ela. Os guardas romanos, com medo do ser radiante, de veste alva como a neve, desmaiaram.

O anjo tranquilizou as mulheres, dizendo que elas não precisavam ter medo. Aquele a quem procuravam tinha ressuscitado, como Ele mesmo havia prometido: Vinde ver onde Ele jazia. A pedra fora removida, não para deixar o Senhor sair, mais para permitir que as mulheres vissem que ele tinha ressucitado.

Por fim o anjo enviou as mulheres depressa para anunciar as gloriosas novas aos seus discípulos. O Senhor estava vivo de novo e os encontraria na Galiléia. No meio do caminho para avisar os discípulos, Jesus apareceu a elas, saudando-as com uma só palavra: Salve! Elas responderam caindo aos seus pés, e adorando-o. Ele autorizou-lhes pessoalmente a notificar aos discípulos que veriam na Galiléia.

Paz e Bem
Rev. Pe. Bruno Leandro
Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil
Comunidade da Santíssima Trindade - Caruaru-PE
Diocese de São Pedro

segunda-feira, 10 de abril de 2017

04 MOTIVOS PORQUE DECIDI NÃO "ENTRAR NA CABANA"


Por Renato Vargens

O livro " A Cabana" foi escrito pelo canadense William P. Young. 

O livro foi lançado em 2007 nos EUA, chegando no ano seguinte para os brasileiros, e desde então "encantou" uma multidão de evangélicos que se deixaram envolver com as bobagens retratadas pelo autor. 

Em virtude do "sucesso" de vendas, o livro ganhou a sua adaptação para o cinema estreando no Brasil no dia 06 de abril. 

Isto posto, de forma rápida e sucinta resolvi elencar quatro motivos porque preferi não "entrar na cabana":

1-  A Cabana relativiza as Escrituras trazendo ao leitor uma visão distorcida a respeito de Deus.

2- A Cabana ao tratar da Trindade o faz de forma banal, imprecisa e disforme, destoando de forma acintosa da revelação das Escrituras.

3-  A cabana traz uma visão depreciativa sobre o ensino bíblico da Trindade.  A Cabana se contrapõem  de forma clara as verdades reveladas pelas Escrituras quanto a pessoa de Deus e seus atributos.

4- A Cabana proclama ideias absurdas e equivocadas quanto a soteriologia, cristologia, harmatiologia,  incentivando àqueles que com ela se "relaciona" uma percepção absolutamente equivocada da revelada pelas Escrituras.

Pois bem, ao ler este texto, talvez alguém esteja dizendo: "Pastor, deixe de ser chato, tanto o livro como o filme não passam de uma obra de ficção, que mal tem isso? Ademais, dizem alguns: "Qual o problema de me divertir assistindo um filme que fala sobre Deus?"

A estes eu respondo:

Ora, em primeiro lugar,  bem sei que se trata de uma ficção, mas infelizmente não é dessa forma que as pessoas encaram e muito menos o autor do livro. Na verdade, os evangélicos brasileiros são rasos em sua teologia, tornando-se em virtude disso, fáceis de serem iludidos e enganados por doutrinas cuja aparência é bela, mas, que no fim, gera e produz morte. Em segundo lugar,  pergunto: Como considerar um livro/filme que destila veneno como um instrumento de diversão? Pode porventura um copo com veneno saciar a sede de alguém? Penso que não, não é mesmo?

Por esses e outros motivos eu prefiro não entrar na cabana.

domingo, 9 de abril de 2017

A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM


09/04/2017 – Domingo de Ramos (Liturgia das Palmas)

São Mateus 21: 1-11

Meus irmãos e minhas irmãs estamos terminando o período quaresmal de 2017 e o Santo Evangelho de hoje a entrada triunfal de Jesus Jerusalém, entrada essa que resultaria em sua paixão, morte e ressurreição.

Era primavera, e gente vinda de longe e de perto estava reunida em Jerusalém para a Páscoa, a grande festa que celebrava a saída do povo do Egito. Nem todos conseguiam encontrar hospedagem na própria cidade. Jesus e seus amigos ficaram na localidade vizinha de Betânia, onde morava Marta, Maria e Lázaro. Todos os dias eles andavam 3km até Jerusale´m, subindo e descendo as encostas arborizadas do monte das Oliveiras.

Na subida de Jericó, Jesus chegou pélo lado leste do Monte das Oliveiras, onde se localizavam Betânia e Betfagé. De lá, a estrada acompanhou a parte sul das Oliveiras, entrou no vale de Jeosafá, atravessou o ribeiro Cedrom e subiu a Jerusalém.

Ele enviou dois discípulos a Betânia, sabendo de antemão que achariam uma jumenta presa e com ela um jumentinho. Eles tinham de desprender os animais e trazê-los a Jesus. Se alguém reclamasse eles deveriam dizer que o Senhor precisava dos animais, então o dono consentiria. Talvez o dono conhecesse Jesus e tivesse oferecido ajuda antes. Ou esse acontecimento pode demonstrar a onisciência e a autoridade suprema do Senhor. Jesus era potencialmente Onisciente, pois poderia perguntar ao Pai tudo que Ele quesesse, mas Ele não queria saber de tudo. Ele não perguntou a Deus Pai o dia de sua vinda por exemplo. Não caberia na mente humana todo conhecimento que é objeto da onisciência. MAs a bíblia nos mostra que tudo aconteceu extamente como Jesus predisse.

Os versículos 4-5 nos mostra que a requizição dos animais cumpriu as profecias de Isaías e zacarias: Dizei a filha de Sião: Eis aí vem teu Rei, humilde, montado em um jumento, num jumentinho, cria de animal de carga.

Os discípulos colocavam suas vestes em cima dos animais, e Jesus sentou em cima delas e cavalgou para Jerusalém. Era um momento histórico. As sessenta e nove semans da profecia de Daniel já foram cumpridas. Logo o Messias seria cortado, ou seja Jesus seria levado para o matadouro.

Jesus é recebido pela multidão com ramos cavalgando sobre vestes com uma aclamação do povo ressoando nos seus ouvidos. Pelo menos ele foi reconhecido como Rei por um momento.

A multidão gritava em alta voz: Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! essa citação de Salmos 118:25-26 obviamente se refere ao advento do Messias. Originalmente Hosana queria dizer “salve agora”; talvez o povo quisesse dizer: “Salve-nos dos opressores romanos”.

Por fim dentro da cidade havia alvoroço acerca de sua identidade. Os que perguntavam foram informados somente de que ele era o profeta Jesus de Nazaré da Galiléia. Parece que poucos realmente entenderam que Ele era o Messias. Em menos de uma semana, o povo inconstante clamaria Crucifica-o! Crucifica-o!

Paz e Bem
Rev. Pe. Bruno Leandro
Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil
Comunidade da Santíssima Trindade - Caruaru-PE
Diocese de São Pedro

domingo, 5 de março de 2017

O JESUS REAL OFENDE TODO MUNDO!


Por Josemar Bessa

A ofensividade de Cristo é um ponto nevrálgico numa época de tanta “sensibilidade” ególatra como a nossa. Se essa ofensividade sempre foi um problema, imagine hoje?

O Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser muito inclusivo. Ao mesmo tempo, o Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser excessivamente exclusivo.

A igreja muitas vezes, os religiosos, os bons cidadãos... são ofendidos por Sua inclusividade, e o mundo e nossa cultura são ofendidos por Sua exclusividade.

Assim, todos ficamos até certo ponto inclinados a enfraquecer a ofensa, seja minimizando Seu chamado inclusivo ou minimizando Suas reivindicações exclusivas. Mas devemos saber com clareza que, sempre que saímos de um lado ou do outro, acabamos com um Jesus à nossa imagem – um ídolo.

Somos chamados a celebrar a inclusividade de Jesus e Sua exclusividade, pois esta é a polaridade que torna Jesus tão irresistivelmente atraente e o evangelho ser evangelho.

Os Evangelhos retratam Jesus como um Messias que constantemente e deliberadamente irritou muitos dos mais religiosos e melhores cidadãos de seus dias. Os mais respeitáveis.

Jesus não se inclina para a elite religiosa. Ele não vai respeitar suas categorias de quem está dentro e quem está fora. Ele não se juntará a eles para “condenar” os pecadores comuns enquanto se excluem. Ele come com coletores de impostos, prostitutas... os párias da sociedade. Ele não tem medo de se aproximar deles.

A inclusividade de Jesus choca os líderes religiosos, os melhores cidadãos. Ele abre as portas do reino aos pecadores de todas as raias, e Ele fala duramente contra os religiosos por sua “justiça” auto-declarada de exclusividade pelos seus próprios méritos.

Evangélicos muitas vezes falam sobre como as reivindicações exclusivas de Cristo são ofensivas para nossa cultura hoje, mas às vezes não sentimos como a inclusividade de Cristo era tão ofensiva em seu contexto do primeiro século. E, ao perder essa verdade, é improvável que detectem as formas em que lançamos barreiras e erguemos muros em torno do “evangelho”.

A postura inclusiva de Jesus para com as mulheres (desprezadas naquela cultura), para com os doentes, para com os marginalizados, para com os piores pecadores representa um desafio para a igreja de hoje, tal como aconteceu com os fariseus há dois mil anos.

A prostituta na igreja pode estar mais perto de Deus do que o melhor cidadão de nossa sociedade, escreveu C. S. Lewis, ecoando as palavras de Jesus de que os coletores de impostos e prostitutas estavam entrando no reino na frente dos fariseus. Até que a inclusão radicalmente ofensiva da graça de Deus penetre em nossos ossos, nunca nos uniremos a Jesus nas margens da sociedade, acolhendo e abençoando pecadores ARREPENDIDOS de todos os tipos.

Mas o mesmo Jesus que chama os cansados ​​para virem a Ele para descansar é Aquele que exige que neguemos a nós mesmos – não algumas coisas, mas a nós mesmos, e o sigamos até nossa morte.

Ele diz que Ele é o único caminho para Deus, a Verdade, a Vida. Ninguém vem a Deus senão por meio d'Ele. Percebeu?

Seu caminho é estreito.

A porta é apertada.

Ele é o Pão do Céu, e a menos que você O consuma com fome, deleite e prazer, você perecerá.

Se você está ofendido pela natureza chocante dessas reivindicações exclusivas, então você pode ir embora, assim como as multidões fizeram em João 6.

Você vê? Com uma mão, Jesus está acenando a todos em todos os lugares para irem a Ele. Com a outra mão, Ele está afastando as pessoas. Você contou o custo? A menos que você se arrependa, você perecerá! Você está disposto a desistir de seus direitos e dobrar o joelho agora e para sempre?

Sejamos francos. A exclusividade é ofensiva quando estamos acostumados a ter nossas escolhas, quando pensamos que a tolerância deve significar nos aceitar como nós somos e concordar com o que somos. Jesus parece pensar que Ele é especial, que a graça de Deus vem somente por Ele, e que Ele nada deve a nós – mas que devemos tudo a Ele.

O único coração que pode receber tal graça é o coração que recebe o dom do arrependimento. Arrependimento é a troca de sua agenda, do seu  “reino” pessoal para a agenda do reino de Jesus Cristo, e isso é uma agenda que inclui TODAS as esferas de sua vida - como você vive, como você ama, como você dá, como você adora, como você se comporta sexualmente, como você fala, como você O segue como Senhor.

Não se engane, Jesus é duplamente ofensivo. Jesus disse que Ele veio chamar os pecadores ao arrependimento. Muitos na igreja estão ofendidos que o chamado de Jesus é para os pecadores e que não há diferença – “todos pecaram!”. Ninguém está numa situação melhor e todos dependem da Graça Soberana. O mundo está ofendido que Ele chama pelo arrependimento, negação a si mesmo, abandono do pecado... por isso só o Chamado Eficaz quebra a inimizade a Deus daqueles (todos os homens) que amam as trevas. Pois “a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” - Romanos 8:7

É por isso que o mundo e a cultura minimizam Suas reivindicações exclusivas até que Jesus seja reduzido a um guerreiro da justiça social, contra a pobreza, pela ecologia... e  que afirma as pessoas como elas são. E é por isso que muitos na igreja minimizam Seu chamado soberano inclusivo até que Jesus seja reduzido a um distintivo de honra para os que acreditam, pelos que se diferenciaram dos outro pelo “livre-arbítrio”, humildade... que por sua própria obediência se tornam bons diante de Deus.

A boa notícia é que Jesus pode mudar a todos nós. Por graça soberana, Ele abre o punho fechado do hipócrita religioso, e Ele estreita a visão do pecador de “mente aberta” até que Ele seja o único ponto na vista de todos, a única coisa preciosa. Como? Ao destruir a auto-justiça através de Sua morte e ressurreição.

Você vê, a igreja se auto-justifica quando encontra em si o que a diferenciou do mundo e não vê que só a Graça Soberana fez isso sozinha.  Quando condena o chamado inclusivo e soberano aos pecadores que Deus quiser chamar eficazmente. E o mundo se auto-justifica quando condena o chamado exclusivo ao arrependimento, negação de si mesmo, tomar a Cruz... ao querer ser aceito como é... Mas os Evangelhos nos dão um Jesus que explode a justiça em todas as suas formas quando Ele dá Seu corpo para ser golpeado e ferido e pendurado em uma cruz.

Portanto, não desista do desafio inclusivo ou exclusivo de Jesus. É o que o torna diferente de todos os outros. É o que é tão atraente sobre Ele. É o sinal de que Ele é verdadeiramente Deus, que Ele nos ama o suficiente para não nos deixar sozinhos.

Num dia em que é comum a igreja oferecer um Jesus exclusivo sem Sua inclusividade e o mundo é provável crer em um Jesus inclusivo sem Sua exclusividade (se acomodando ao homem e não o chamando para morrer), eu digo: “Dê-me o Jesus duplamente ofensivo do Novo Testamento, por favor. Deixe Ele ofender a todos nós” – Precisamos do Jesus real.

RETIRADO DO SITE: BEREIANOS

quarta-feira, 1 de março de 2017

O QUE É QUARESMA?


Quaresma é o nome dado ao período de quarenta dias úteis anteriores ao Domingo de Páscoa, e que desde o séc. VII começa na Quarta Feira, chamada de “Cinzas", pelo costume de marcar as frontes dos fiéis com uma cruz de cinzas, e que existe também na nossa Igreja. Termina no assim chamado “Sábado de Aleluia”, dentro da Semana Santa. O total de dias do tempo é de 46, mas os domingos não entram no cômputo por estar proibido jejuar e penitenciar no dia da celebração semanal da Ressurreição do Senhor.

O número 40 tem simbolismo bíblico como um tempo de provação e preparação prévio a um tempo de salvação-redenção (40 anos dos israelitas no deserto, prévios à entrada na terra prometida; a caminhada de Elias no deserto; o tempo de Jesus no deserto após seu batismo). O caráter penitencial da quadra nasceu na Igreja primitiva como o tempo especial para preparar a reconciliação dos penitentes públicos (que acontecia na manhã da Quinta-Feira Santa) e o de preparação se deve à utilização desse período para a preparação final dos catecúmenos para o Batismo, que se realizava na grande Vigília Pascal.


Os LOCs de 1549 e 1552 preservaram a observância da Quaresma e apesar do desuso no séc. XVIII, a quadra foi revigorada desde meados do séc. XIX, sendo agora amplamente observada em toda a Igreja Anglicana.


A Quaresma não é o mero resíduo de antigas práticas ascéticas (“antiquarismo”) mas a oportunidade para uma experiência de participação mais plena no mistério pascal de Jesus. O acento não está apenas em nossa penitência, mas em nos abrirmos à ação purificadora e santificadora do Senhor.


A Quaresma é o tempo da grande convocação que Deus faz a todo seu povo para que se deixe purificar e santificar pelo seu Salvador e Senhor. Essa purificação não é só interna e individual, mas também externa e comunitária, e inclui:


a) mudança de vida individual;

b) consciência das conseqüências sociais do pecado individual;

c) arrependimento e mudança também no seio da comunidade.


Para concretizar esses elementos são sugeridas algumas práticas quaresmais:

1) leitura e reflexão mais freqüentes da Palavra de Deus.

2) oração mais freqüente e cuidadosa

3) realização de obras de caridade.

4) uso adequado dos bens, evitando o consumismo e a superfluidade. Inclui-se também aqui a prática do jejum.


A cor usada durante toda a quadra da Quaresma é o roxo, com exceção da Semana Santa que se rege por normas próprias.


Paz e Bem
Rev. Pe. Bruno Leandro
Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil
Comunidade da Santíssima Trindade - Caruaru-PE
Diocese de São Pedro

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - INÍCIO DA QUARESMA


O emprego das cinzas para fins litúrgicos vem desde o Antigo Testamento. Simbolizam penitência, arrependimento. No Livro de Ester, escrito em cerca de 520 anos antes de Cristo, no capítulo 4 versículo 1 Mardoqueu em sinal de grande tristeza rasgou os seus vestidos, vestiu-se de um saco de cinza e saiu pelo meio da cidade clamando com amargo clamor. Em Daniel 9:3, o Profeta Daniel Rogou ao Senhor pelo povo com orações e rogos, com jejum e saco e cinza. Jonas registra em seu livro no capítulo 3 versículos 5 e 6 que os homens de Ninive creram em Deus e proclamaram um jejum, vestiram-se de saco, desde o maior até o menor e inclusive o rei, que levantou-se do seu trono, tirou seus vestidos e cobriu-se de saco e assentou-se sobre cinza e proclamou o povo ao jejum.

Jesus Cristo também fez referência às cinzas em Mateus 11:21 quando se dirigia às cidades impenitentes de Corazim, Betsaida e Carfanaum: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza...” Na Idade Média, quando uma pessoa estava à beira da morte, era colocada no chão, deitada sobre um saco com cinzas. O sacerdote benzia com água benta e dizia: Lembra-te que és pó e ao pó voltarás. Depois da aspersão com água benta perguntava ao doente: “Estás de acordo com o saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?” A resposta deveria ser: Sim, estou de acordo.

Os séculos se passaram. As cinzas passaram a representar o início da Quaresma ou seja, o início de 40 dias de preparação espiritual para a Páscoa. As cinzas no ritual de Quarta-feira de Cinzas são feitas com os ramos das palmas que foram utilizadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

Amado povo de Deus, os primeiros cristãos observavam com grande devoção os dias da paixão e ressurreição de nosso Senhor, e se fez costume na Igreja preparar-se para esses dias por meio de um período de penitência e jejum. Este período da Quaresma proporcionava a ocasião na qual os catecúmenos eram preparados para o Santo Batismo.

Era a ocasião, também, para que todos os que se haviam separado do corpo dos fiéis, por causa de pecados notórios, eram reconciliados por meio da penitência e do perdão e eram restaurados à comunhão da Igreja. Deste modo, recordava a toda congregação a mensagem de perdão e absolvição proclamada no Evangelho de nosso Salvador, e a necessidade constante de todo cristão de renovar seu arrependimento e sua fé. Portanto, em nome da Igreja, os convido a observância de uma Santa Quaresma, mediante o exame de consciência e o arrependimento; pela oração, o jejum e a autonegação; e pela leitura e meditação da Santa Palavra de Deus.


Paz e Bem
Rev. Pe. Bruno Leandro
Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil
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Diocese de São Pedro

JEJUM, ORAÇÃO E ABSTINÊNCIA


01/03/2017 - Quarta feira de Cinzas - Início da Quaresma

São Mateus 6:1-6, 16-21


ALVO MAIS QUE A NEVE


1. Bendito seja o cordeiro,
Que na cruz por nós morreu;
Bendito seja o seu sangue,
Que por nós ali verteu!
Eis nesse sangue lavados,
Tendo puro o coração,
Os pecadores remidos
Que perante Deus estão!

Alvo ainda mais que a neve!
Alvo ainda mais que a neve!
Sim, nesse sangue lavado,
Ó meu Jesus, ficarei.

2. quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós levou;
Oh! Quão profundas as chagas
Que nos provam quanto amou!
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador,
A quem mais alvo que a neve
O teu sangue faz Senhor!

3. Se nós a ti confessarmos,
E seguirmos tua luz,
Tu não somente perdoas,
Purificas, ó Jesus,
Lavas de todo pecado!
Que maravilhas de amor!
A nós mais alvo que a neve
O teu sangue fez Senhor!

H. M. W

Música do Hinário Evangélico.


Meus irmãos e minhas irmãs, hoje Quarta-Feira de Cinzas se inicia para a igreja de Cristo uma estação litúrgica importante: O Início da Quaresma. Quaresma é o período de quarenta dias antes da festa da páscoa, ou seja, o momento em que a igreja se prepara para viver a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

No período da Quaresma é pedido para que se faça:

Jejeum: no sentido de "esvasiar-se de si mesmo" para "encher-se de Deus", aproveitando o alimento não ingerido para fazer de doações a pessoas necessitadas;

Abstinência: aproveitar a econômia obtida com a abstenção e/ou não consumo de alguma coisa (cigarro, bebida, passeio, vestuário, celular, etc.) para fazer uma doação para pessoas carentes, enfermas e/ou com necessidades especiais (eletrodomésticos, cadeira de roda, tratamento dentário, medicamentos etc);

Oração: tomar capricho de reservar DIARIAMENTE (durante a Quaresma) um momento de oração pessoal, conjugal, familiar ou comunitária.

O texto do Santo Evangelho de hoje nos mostra que o termo justiça se refere, aqui, a atitudes préticas em relação ao próximo (abstinência), a Deus (oração) e a si mesmo (jejum). Por isso que antes que começasse a falar sobre o texto de hoje eu primeiro relatei o desafio Quaresmal. Jesus Cristo não nega o valor dessas práticas. Ele mostra come deve ser feitas para que se tronem autênticas.

Parece incrível que os hipócritas chamariam ruidosamente a atenção para si, à medida que davam ofertas nas sinagogas ou esmolas para os mendigos nas ruas. Jesus repreendeu a conduta deles com um comentário conciso: eles já receberam a recompensa, esta recompensa de que Jesus fala é a reputação que ganham enquanto estão na Terra.

Quando um seguidor de Cristo dá esmolas, é para ser dada em secreto. Deveria ser tão secreto que Jesus disse aos seus discípulos: ignore a sua mão esquerda o que faz a tua direita. Jesus usa essa linguagem figurativa para mostrar que a nossa esmola deveria ser para o Pai, e não para ganhar notoriedade para o doador.

essa passagem não deveria ser interpretada para proibir qualquer oferta que poderia ser vista pelos outros, já que é praticamente impossível fazer todas as contribuições estritamente anônimas. Mas condena a exibição descarada ao dar.

Se voltarmos um pouco e olhamos os versos 5-6 veremos que nos mostra que na oração, o homem se volta para Deus, reconhecendo-o como único e absoluto, e reconhecendo a si mesmo como criatura relativisando a auto-suficiência. Por isso, orar par ser elogiado é colocar-se como centro, falsificando a oração.

Nos versículo 16 Jesus nos ensina a jejuar pois ai o próprio Cristo viu uma terceira forma de hipocresia religiosa que era a tentativa deliberada de criar uma aparência de jejum. os hipócritas desfiguram o rosto quando jejuam para se apresentarem magros, desfigurados e sofredores. Mas Jesus diz que é ridículo tentar parecer santo.

Os verdadeiros cristãos deveriam jejuar em segredo, naõ dando nenhuma evidência externa do jejum. A maneira normal da pessoa aparecer era com a cabeça ungida e o rosto lavado. E suficiente o Pai saber; sua recompensa será melhor que a aprovação das pessoas.

Na verdade jejuar é privar-se de algo imediato e necessário, afim de ver perspectivas novas e mais amplas para a realização da vida. Trata-se de deixar o egocentrismo, para crescer e dispor-se a realizar novo projeto de justiça. Como disse anteriormente, jejuar para parecer é perder de vez o sentido do jejum.

Nos versículos 19-21 nos mostra que não devemos acumular tesouros na terra mas devemos acumular tesouros no céu. Essa passagem contém alguns dos mais revolucionários ensinos de Jesus, e alguns dos mais abandonados.

Nesses versículos Jeus contradiz todo conselho humano para providenciar um futuro financeiramente seguro. Quando Ele diz: Não ajuntem riquezas aqui na Terra, está indicando que não há nenhuma segurança em coisas materiais. Qualquer tipo de tesouro material na Terra pode ser destruídos por elementos da natureza (traça ou ferrugem) ou robado por ladrões. Jesus diz que os únicos investimentos que não estão sujeitos à perda são os tesouros no céu.

Essa política finaceira radical está baseada no princípio subjacente de que onde está o tesouro ai também está o teu coração. Se o dinheiro está num cofre seguro, então o seu coração e o seu desejo estão também lá. Se os seus tesouros estão no céu, seus interesses estarão centralizados lá. Esse ensino nos força a decidir se Jesus quis realmente dizer o que Ele disse. Se Ele quis realmente, então nos defrontamos com a pergunta: "O que nós vamos fazer com nossos tesouros terrestres?". Se Ele não quis dizer isso, então nos defrontamos com outra pergunta: " O que vamos fazer com a Bíblia?"

Quero encerrar esse comentário a respeito do Santo Evangelho de hoje, que é Quarta-Feira de Cinzas, ou seja, é o Início da Quaresma com uma oração que está proposta no Livro de Oração Comum da Igreja Anglicana para esse dia especial:


Onipotente e Eterno Deus, que amas tudo quanto criaste, e que perdoas a todos os penitentes; cria em nós corações novos e contritos, para que, lamentando deveras os nossos pecados e confessando a nossa miséria, alcancemos de ti, Deus de suma piedade, perfeita remissão e perdão; por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.


Paz e Bem
Rev. Pe. Bruno Leandro
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Diocese de São Pedro

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O SOFRIMENTO DO HOMEM E O SOFRIMENTO DE DEUS


Estamos cercados por falsos mestres que insistem que não podemos aceitar o sofrimento de forma alguma. Dizem que, se você é cristão, merece ter uma vida cheia de prosperidade financeira, ignorando o sofrimento ao ponto de dizer que é diabólico. Mas será que é assim mesmo?

Quando olhamos para as Escrituras Sagradas, nós vemos o apóstolo Paulo dizendo que aquele que quer viver piedosamente em Cristo sofrerá perseguições (2 Tm 3.12). Concluímos, pois, que todo cristão deve esperar coisas ruins deste mundo que rejeitou a Jesus Cristo. Se o próprio Deus, na pessoa do Filho, sofreu – e muito – o que se diria de nós? Os próprios discípulos do Senhor deram provas disso, muitos sendo atordoados e até mortos de maneiras trágicas. Estevão apedrejado, Paulo provavelmente decapitado e Pedro crucificado de cabeça para baixo são exemplos disso. Existiram muitos homens e mulheres de Deus que morreram queimados por não abrir mão do verdadeiro Evangelho; nós temos muitos relatos desse tipo na história.

É um fato incontestável, então, biblicamente falando, que o convite básico de Cristo aos seus discípulos inclui um convite ao sofrimento voluntário (Mt 16.24-25). Precisamos entender que às vezes as nossas aflições são castigos disciplinadores da parte de Deus. E não podemos achar isso ruim. Um grande homem de Deus certa vez disse que a disciplina é uma benção de Deus e um testemunho do Seu amor. O reformador Martinho Lutero entendia isso muito bem, visto que certa vez ele disse que a aflição era o melhor livro de sua biblioteca.

Muitas vezes quando estamos passando por momentos extremamente difíceis de sofrimento ou quando conhecemos alguém que está, pensamos no nosso íntimo: “Como Deus pode permitir isso? Como Ele pode olhar pra isso e não fazer nada?”. Muitas vezes pensamos que Deus não se importa com isso, achamos que Ele é indiferente a isso. Pensamos até que Ele nos abandonou.

Sem dúvida esse é um dos temas mais polêmicos que os cristãos apresentam alguma dificuldade de explicação. Tendo consciência disso, e sabendo da complexidade do assunto, observando filosoficamente e teologicamente, não proponho aqui respostas para perguntas controversas, mas uma reflexão cuidadosa numa breve leitura, mesmo que resumida, de uma peça teatral com o nome “The Long Silence” (O silêncio prolongado), que nos conta, de maneira prática, uma história que envolve o sofrimento humano e o sofrimento do ser mais perfeito do universo, a saber, Jesus Cristo, o Deus que se fez carne, habitando com a humanidade e partilhando de experiências dolorosas.

A obra diz:

“No fim dos tempos, bilhões de pessoas estavam espalhadas em uma grande planície, diante do trono de Deus. A maioria recuou diante da luz brilhante diante deles. Mas alguns grupos perto da frente debatiam acaloradamente – não se curvando, envergonhados, mas com beligerência.

‘Deus pode nos julgar? Como ele pode conhecer o sofrimento?’ perguntou ríspida, uma jovem morena, petulante. Rasgou, em um gesto rápido, sua manga para revelar um número que nela fora tatuado em um campo de concentração nazista. ‘Sofremos terror […] surras […] tonturas […] morte!’

Em outro grupo [um menino afro-americano] abaixou o seu colarinho. ‘O que vocês dizem disto?’ exigiu saber, mostrando uma feia queimadura feita por uma corda. ‘Linchado […] por nenhum crime, mas por ser negro!’. Em outra aglomeração, uma garota grávida, com olhos mal-humorados. ‘Por que eu tinha que sofrer?’ murmurou. ‘Não foi culpa minha.’

Estendendo-se por uma grande distância pela planície afora, havia centenas desses grupos. Cada um deles tinha uma queixa contra Deus por causa do mal e do sofrimento que Ele permitia no mundo. Como Deus era sortudo por morar lá no céu, onde tudo é doçura e luz, onde não há choro nem medo, não existe fome nem ódio. O que Deus sabia a respeito de tudo quanto a espécie humana tinha sido obrigada a sofrer nesse mundo? Afinal, diziam, Deus tem uma vida bem protegida.

Assim, cada um desses grupos enviou seu representante, escolhido por ser aquele que mais sofrera. Um judeu, um negro, uma vítima de Hiroshima, um artrítico horrivelmente deformado, uma criança malformada. No centro da planície, fizeram consultas entre si. Finalmente, estavam prontos para apresentar a sua causa. E isso com bastante astúcia. Antes de Deus poder ser qualificado para ser juiz deles, precisaria suportar o que eles mesmo tinham suportado. Sua decisão foi que Deus fosse sentenciado para viver na Terra – como homem!

‘Que nasça judeu. Seja duvidada a legitimidade do seu nascimento. Seja-lhe dado um trabalho tão difícil que até mesmo a sua própria família vá pensar que, quando tentar levá-lo adiante, ficou enlouquecido. Seja ele traído pelos seus amigos mais íntimos. Seja colocado diante de acusações falsas e processado diante de um juri já montado contra ele, e condenado por um juiz covarde. Que seja torturado. No fim de tudo isso, que ele experimente o que significa estar terrivelmente sozinho. Que morra de uma maneira que não deixe dúvidas quanto à sua morte. Que haja uma grande multidão de testemunhas para confirmar o fato.’

À medida que cada líder proclamava a sua parte de sentença, aclamações audíveis de aprovação subiam da multidão de pessoas ali reunidas. E depois de o último deles ter acabado de declarar a sua sentença, houve um silêncio prolongado. Ninguém falou mais palavra alguma. Ninguém se mexeu. Isso porque, de repente, todos tomaram consciência de que Deus já cumprira a sua pena.”

Escrito por Lucas Machado da Nóbrega


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

NÃO CONSIGO ENTENDER CRISTÃOS QUE SE DIZEM COMUNISTAS


Por Renato Vargens

Em 2012 participei no Rio Grande do Sul, como preletor de um Congresso Missionário organizado pela Igreja Irmãos Menonitas. Na ocasião tive a oportunidade de conhecer e conversar com um pastor otagenário, cuja família sofreu horrores nas mãos de Stalin.  De forma emocionante, meu novo amigo me contou as barbáries cometidas pelo ditador russo, bem como, a forma sangrenta com que milhares de cristãos menonitas foram mortos em nome do comunismo. 

Pois é, ao ouvir sobre os tristes relatos de irmãos em Cristo que foram assassinados por esse maldito sistema fui tomado de grande emoção. Segundo o pastor quase 100 mil menonitas foram mortos ou levados para apodrecerem nas masmorras da Sibéria.

À luz de histórias como essa, confesso que não consigo entender como é que cristãos podem se dizer comunistas.  Lamentavelmente tem sido comum encontrarmos nesse brasilzão de meu Deus, uma relativa quantidade de crentes em Jesus identificados com o comunismo. Para tanto, basta andarmos pelas ruas ou visitarmos algumas reuniões evangélicas que encontraremos jovens vestidos com camisetas estampadas com as fotos de Che Guevara, Fidel Castro e outros tantos mais. Se não bastasse isso, volta e meia vejo pastores e teólogos fazendo alusões “positivas” tanto no púlpito, como nos seminários a idealistas como Karl Marx e Friedrich Engels.

Caro leitor, talvez você não saiba mas o comunismo matou mais pessoas do que o Nazismo de Hitler. De acordo com "Le livre noir du communisme" (Livro Negro do Comunismo)  o comunismo produziu quase 100 milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas.

Os números de mortos pelo comunismo estão assim classificados por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil).

O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século (1825 a 1917) executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses, após a revolução de outubro de 1917.

Fidel Castro é o campeão absoluto da "exclusão social", pois 2,2 milhões de pessoas, 20% da população de Cuba, tiveram que fugir durante o regime comunista. Fidel criou uma nova espécie de refugiado, os "balseros", (fugiam de Cuba em balsas improvisadas), milhares dos quais naufragaram antes de alcançarem a liberdade.

Prezado irmão,  alguém já disse que o o comunismo é uma das mais bem sucedidas armas satânicas dos últimos tempos, e  que tem destruido milhões de pessoas no mundo, incutindo na mente de jovens e adultos tanto o ateísmo como  o materialismo. O famoso primeiro ministro inglês Winston Churchill (1874-1965), afirmou que o socialismo é o evangelho da inveja, o credo da ignorância, e a filosofia do fracasso. Martin Luther King chegou a afirmar que o comunismo existe  por que o cristianismo não está sendo suficientemente cristão.

Isto posto, a  luz destas afirmações, além é claro de entender que o comunismo ASSASSINOU milhares de cristãos no século XX, sou levado a acreditar que boa parte dos evangélicos  se envolveram  com essa filosofia satânica e maldita por desconhecimento histórico, até porque, recuso-me a acreditar que existam pessoas regeneradas pelo Espírito de Deus que verdadeiramente acreditem neste sistema do mal.

Pense nisso!

sábado, 13 de agosto de 2016

07 CARACTERÍSTICAS DE UMA MULHER SÁBIA


Por Renato Vargens

As Escrituras ensinam que a mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata destrói o seu lar. (Provérbios 14:01)

Pensando nessa verdade e certo de que a Bíblia é fonte de sabedoria, resolvi escrever sobre sete atitudes de uma mulher sábia:

1-) Uma mulher sábia não murmura, nem reclama o tempo inteiro causando com isso rixas e conflitos (Provérbios 25:24)

2-) Uma mulher sábia sabe o momento certo de falar, corrigir e exortar o esposo, filhos, mesmo porque. ela entende que a boca do justo é manancial de justiça (Provérbios 10:31)

3-) Uma mulher sábia entende que nem sempre a melhor coisa a ser feita é responder a ofensa na mesma moeda, mesmo porque, ela entende que a Palavra dura suscita a ira, mas, a branda o furor. (Provérbios 15:01)

4-) Uma mulher sábia é gentil e quando abre a boca o faz com sabedoria (Provérbios 31:26)

5-) Uma mulher sábia teme ao Senhor pois entende que isso é o princípio da sabedoria. (Provérbios 9:10)

6-) Uma mulher sábia honra, valoriza e respeita seu marido (Provérbios 12:04)

7-) Uma mulher sábia fala com sabedoria e a bondade está em sua língua (Provérbios 31:26)

Pense nisso!

domingo, 7 de agosto de 2016

HÁ ESPERANÇA PARA AQUELE QUE PECOU


“Aquele que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas quem as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

Não há homem que não peque. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. A inclinação do nosso coração é para o mal. O pecado é uma isca que nos seduz e uma armadilha que nos atrai. O pecado é maligníssimo. Seu salário é a morte. Mas, será que há esperança para aquele que peca? O texto em tela nos dá a resposta.

Em primeiro lugar, há esperança para aquele que peca, quando há uma disposição de confissão. Encobrir o pecado é subestimar seu poder devastador. Mantê-lo escondido é tornar-se seu escravo. Onde o pecado é escondido, aí ele exerce sua tirania. O caminho do transgressor fica bloqueado, sempre que seu pecado é mantido sob o manto do silêncio. Encobrir o pecado é abrir no peito uma dor sem cura, é ver alastrar no corpo uma doença contagiosa, é ser derrotado por um mal fatal. Davi chegou a dizer que enquanto ele calou o seu pecado, o seu vigor tornou-se em sequidão de estio e a mão de Deus pesava sobre ele de dia e de noite. Os cânticos de alegria foram substituídos pelos constantes gemidos. A alma em festa foi coberta de luto e a exultação em Deus foi transformada em total desespero. Oh, quão terrível é o pecado! Quão devastador são seus efeitos! Quão perturbador é para a alma encobri-lo.

Em segundo lugar, há esperança para aquele que peca, quando há uma confissão sincera. Mas, o que é confessar o pecado? É concordar com Deus que houve a transgressão. É não se justificar nem buscar evasivas apenas para continuar na sua prática. A confissão é a disposição de reconhecer a culpa. É espremer o pus da ferida. É fazer uma assepsia da alma e uma faxina da mente. A confissão deve ser a Deus, uma vez que só Deus pode perdoar pecados. Nenhum homem, por mais consagrado ou por mais alta posição que ocupe tem essa autoridade. Quando pecamos contra o nosso próximo, devemos, também, confessar a ele nossa transgressão. A palavra de Deus nos ensina a confessarmos os nossos pecados uns aos outros para sermos curados. A Escritura ainda nos diz que se confessarmos os nossos pecados Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça. Quando confessamos, Deus perdoa e quando Deus perdoa, ele apaga completamente as nossas transgressões e nos torna mais alvos do que a neve. Oh, que glorioso perdão podemos receber de Deus! Oh, quão gracioso é o nosso Deus que nos dá o seu perdão, que não merecemos e quão misericordioso é ele que não aplica em nós o seu justo juízo que merecemos! Se Deus observasse os nossos pecados estaríamos consumidos. Mas, porque ele é perdoar, nisso consiste nossa esperança!

Em terceiro lugar, há esperança para aquele que peca, quando depois da confissão do pecado há um rompimento com sua prática. O ensino da palavra de Deus não é arrependimento e novamente arrependimento, mas arrependimento e frutos de arrependimento. Não é confissão e mais confissão do pecado, mas confissão e abandono do pecado. É confessar as transgressões e deixá-las. A confissão e o abandono do pecado implica no recomeço de uma nova vida. É lembrar de onde se caiu e voltar à prática das primeiras obras. É sair do deserto existencial que o pecado produziu e entrar no jardim de Deus, onde os aromas da graça exalam com exuberância. É sacudir o jugo pesado da tristeza que o pecado produziu e celebrar com vívida alegria a restauração. A promessa segura de Deus é que aquele que confessa e deixa suas transgressões alcança misericórdia. Oh, graça maravilhosa! Oh, Deus perdoador! Oh, esperança bendita! Há esperança para você, há esperança para mim, há esperança para todos nós, pecadores!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

BISPO MACEDO, UM FALSO PROFETA QUE PREGA UM FALSO EVANGELHO


A inauguração Templo de Salomão pelo bispo Edir Macedo, seus falsos ensinamentos  e a banalização da graça,  bem como a pregação de um falso evangelho fazem do líder da IURD um falso profeta.

A foto ao lado não me deixa mentir. Vestido como um "sacerdote", com as "tábuas da lei" ao lado, recheado de misticismo Macedo afronta o Evangelho.

Eu (Pr. Renato Vargens) já havia escrito um texto onde afirmei que a Igreja Universal do Reino de Deus definitivamente não é uma igreja evangélica. Hoje eu escrevo outro afirmando que o seu fundador, Edir Macedo é um falso profeta.

Edir Macedo Bezerra é carioca, tendo nascido em 1945. Seu pai era comerciante, sua mãe dona de casa, ambos católicos praticantes. Edir é o quarto de uma série de 33 filhos, dos quais 10 morreram e 16 foram abortados por terem nascido “fora de época”.

Em 1975, Edir Macedo foi consagrado pastor na Casa da Benção pelo missionário Cecílio Carvalho Fernandes. Dois anos depois juntamente com Carlos Rodrigues fundou a Igreja Universal do Reino de Deus onde tem ensinado e pregado um evangelho diferente do evangelho de Cristo.

O principal foco de Edir Macedo é a “luta” contra os demônios da pobreza além obviamente da espúria teologia da prosperidade. Em todos seus templos enfatiza-se a libertação dos espíritos, e a prosperidade financeira, usando para isso métodos onde o sincretismo e a mistura de crenças e fé se fazem presentes.

As doutrinas ensinadas por Macedo são repugnantes. Para curar ou operar milagres em uma pessoa, os "macedianos" fazem qualquer negócio. Em outras palavras isso significa vender "pedras da tumba de Jesus", comercializar " a água benta do rio Jordão", distribuir "a rosa milagrosa", empurrar goela abaixo "sal abençoado pelo Espírito Santo", além de reconstruir aquilo que Jesus destruiu". Se não bastasse isso, Edir Macedo defende o aborto, relativiza a ética, e sincretiza o evangelho expulsando dos fiéis “encostos” em “sessões de descarrego.”Caro leitor, como já afirmei a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma Igreja protestante ou evangélica, assim também como seu fundador não pode ser considerado crente em Jesus.

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gálatas 1:8-9)

O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1)

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.” (2 Timóteo 4:3,4)


“No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda.” (2 Pedro 2:1-3)

Minha oração é que Deus tenha misericórdia do bispo Macedo e que ele venha a se arrepender de seus ensinos, pecados e heresias

Renato Vargens


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

03 MOTIVOS BÁSICOS PORQUE NÃO FAÇO APELO PARA SALVAÇÃO


De forma efetiva os apelos para "aceitar" Jesus deram início no século XIX com Charles Finney. 

O apelo religioso é a prática de convidar o ouvinte de uma mensagem evangélica, a tomar uma decisão de aceitar Cristo como seu salvador. Normalmente o apelo é dado depois de uma pregação ou campanha evangelística, num clima emotivo, onde canções em tom menor são entoadas com vistas a sensibilizar o pecador. Em momentos como esses o ouvinte é convidado a responder sim ou não a "oferta " de salvação por parte do pregador.

Caro leitor, eu não acredito em apelos para salvação.  Permita-me explicar porque:

1-) A prática do Apelo afronta a incapacidade do homem de ir a Deus.

A doutrina da depravação total é inequívoca. Efésios 2.1 nos ensina que o homem está “morto em seus delitos e pecados”. Isto é, um homem morto espiritualmente não possui a capacidade de ir a Deus ou até manifestar desejo por Deus, a não ser que este o queira e o convença mediante o Espírito Santo do pecado do juízo e da justiça. Além disso, as Escrituras também ensinam que  “Ninguém pode ir a Cristo se o Pai, não o enviar.” Em outras palavras isso significa que nenhum homem pode ou tem poder para ir até Cristo por vontade própria.

2-) A prática do apelo geralmente é feita num clima sensacionalista, manipulativo e extremamente emocional.

É comum ao final dos sermões encontrarmos os pregadores num clima extremamente emotivo convidando os ouvintes a decidirem por Cristo. Em momentos como esses, o que importa é sensibilizar  o pecador levando-o a decidir por Cristo.

Caro leitor,  uma decisão movida por emoções não aponta de forma efetiva para uma conversão a Cristo. Na verdade, a maioria daqueles que responderam um apelo para aceitar Jesus, não permaneceram na Igreja, na verdade, acredita-se que 90% daqueles que com lágrimas disseram sim a Cristo, não continuaram a trilhar a estrada da fé.

3-)  O apelo contradiz o que a Bíblia dá como a ordem na salvação.

João 3.3 nos ensina que se o homem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Regeneração antecipa conversão. É o novo nascimento que habilita o homem a confiar e crer em Cristo, portanto, querer que o homem decida por Cristo antes de ser convencido pelo Espírito Santo dos seus pecados, bem como regenerado pelo Senhor afronta as verdades bíblicas.

Pense nisso!

Renato Vargens


terça-feira, 24 de setembro de 2013

O MEU DEUS NÃO SONHA, ELE DECRETA



Ultimamente tenho ouvido uma enxurrada de canções evangélicas que falam a respeito dos sonhos de Deus. Nesta perspectiva, cantores como Ludmilla Ferber, Nani Azevedo, e outros tantos mais, afirmam que o Todo-poderoso sonha boas coisas para cada um de nós.

"Não desista, não pare de crer. Os sonhos de DEUS jamais vão morrer. Não desista, não pare de lutar, não pare de adorar. Levanta teus olhos e vê, DEUS está restaurando teus sonhos e a tua visão." (Ludimilla Ferber)

"Os sonhos de Deus, são maiores que os meus, Ele vai fazer o melhor por mim, Ele vai além do que eu posso ver Ele faz o que eu não posso fazer" (Nani Azevedo) 

Caro leitor, vamos combinar uma coisa?  Deus não sonha, nem tampouco aspira ou fantasia coisas a nosso respeito. Em nenhum momento nas Escrituras encontramos uma menção sequer de que o Criador dos céus e da terra sonha coisas altaneiras para os seus filhos. O Deus Soberano não sonha, não vive de elocubrações fantasiosas, muito pelo contrário, Ele decreta, Ele manda, Ele determina, Ele reina! A Bíblia é clara em afirmar que é Ele quem estabece e destitui reis, é Ele quem governa soberanamente as nações, é Ele que rege a história e que domina sobre todas as coisas existentes no cosmos.

Os decretos de de Deus são imutáveis, suas ordens e decisões são irrevogáveis, e contra a sua soberana  vontade NINGUÉM pode opor-se. Como bem disse o profeta Isaías "o seu propósito foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?"

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens


sexta-feira, 12 de julho de 2013

10 CONSELHOS A UM JOVEM PASTOR SOBRE O GRUPO DE LOUVOR DE SUA IGREJA - AUGUSTUS NICODEMUS LOPES - PARA O MOVIMENTO GOSPEL DE NOSSOS DIAS.


“São Paulo, nove de julho de 2006

Meu caro Tadeu,

Fiquei muito feliz com a notícia de que você está pastoreando a igreja de seus pais desde o ano passado. Agradeço a sua carta comunicando o fato e também a confiança depositada em mim, ao expor os conflitos com o ‘grupo de louvor’ de sua nova igreja. Percebo que desde sua posse esse tem sido um dos assuntos que mais o tem afligido. Você foi eleito para cinco anos e ainda há um longo caminho a ser percorrido. Como pastor da igreja, você tem prerrogativas quanto à condução do culto e autoridade para orientar o que vai ser cantado no culto e a maneira como isso vai ser feito. Em alguns casos, o desgaste já é tão grande que não existe mais diálogo possível entre o pastor e o grupo de louvor. Espero que não seja esse o seu caso, e nessa esperança, dou-lhe alguns conselhos.

1) Aconselho que você reconheça que nós, reformados, já perdemos a batalha por um culto simples, espiritual, teocêntrico e equilibrado. O movimento gospel veio para ficar. Nós perdemos, Tadeu, porque erramos na estratégia. Há cerca de dez anos, quando a Igreja Batista da Lagoinha começou a comandar o louvor nas igrejas evangélicas no Brasil, preferimos resistir frontalmente e insistir com nossas igrejas a que ficassem com os hinos de nosso hinário. Foi um erro. Poderíamos, além disso, ter apresentado uma alternativa às músicas deles. Há exceções, mas muitas delas são sofríveis, musicalmente falando, e têm uma teologia fraquíssima. São cânticos permeados de conceitos arminianos, neopentecostais, da teologia da prosperidade e da batalha espiritual, característicos daquilo que é produzido pelos músicos e cantores gospel da atualidade. Infelizmente, não conseguimos oferecer nada melhor desde o início, a não ser apelos para ficarmos com os hinos tradicionais.

2) Comece solicitando ao grupo de louvor uma relação de todos os cânticos do seu repertório e se comprometa a estar em todos os ensaios deles para estudo bíblico a respeito do louvor e da adoração, para analisar a propriedade, a teologia e até mesmo o português desses cânticos. Nesses encontros, aja humildemente e não autoritariamente. Lembre-se que eles estão acostumados a tocar tudo o que querem sem serem críticos do que estão cantando. Procure conduzir as discussões para a Bíblia, como o referencial último de tudo o que vai ser feito no culto. Leve-os a perceberem por si próprios que determinadas letras são inadequadas e a desistirem delas. Nesse sentido, seu maior aliado é o púlpito. Pregue sobre a centralidade de Deus no culto, sobre a necessidade da boa doutrina, sobre o perigo dos falsos ensinamentos, sobre o poder da música para o bem e para o mal e o imperativo de mantermos o culto dentro dos parâmetros bíblicos.

3) Coloque como regra inflexível – se possível aprovada como decisão do Conselho da Igreja – que todos os participantes do grupo de louvor também devem estar totalmente integrados na vida da igreja, participando da escola dominical, das sociedades domésticas, sendo assíduos aos cultos. Mais importante do que tudo, deve ser colocada como condição sine qua non, que suas vidas sejam irrepreensíveis, sendo exemplo para os demais jovens da igreja. Insista que eles devem participar do culto todo e que é inaceitável que após a parte deles, que saiam e fiquem do lado de fora da igreja. Não abra mão disso.

4) Com muito cuidado, procure diminuir o volume com que eles tocam. Domingo à noite fui pregar em uma igreja e sentei-me no primeiro banco, aguardando o momento da pregação. O volume do grupo de louvor estava tão alto que não agüentei – levante-me e sai discretamente. Quando consegui sair do local e chegar do lado de fora, meus ouvidos estavam zumbindo. De alguma maneira, os grupos de louvor têm a idéia de que os cânticos têm que ser tocados e cantados com os instrumentos e o vocal no volume máximo. Uma coisa que você pode fazer para convencê-los de que sempre estão tocando muito mais alto do que é necessário é conseguir trazer um especialista com um medidor de decibéis durante os ensaios para medir o nível de ruído. Isso vai mostrar para eles como muitas pessoas se sentem incomodados – inclusive vizinhos silenciosos que não vão reclamar na polícia, mas que no íntimo já tomaram a decisão que jamais se tornarão crentes. Em especial, trabalhe com o baterista, procurando convencê-lo que o alvo da bateria não é fazer barulho, mas marcar o compasso da música de maneira discreta, misturando-se com a melodia, a ponto de se tornar quase imperceptível. Esse provavelmente será o seu trabalho mais difícil. Se quiser o testemunho de um presbítero que quase ficou surdo com o volume do grupo de louvor, veja seu testemunho aqui.

5) Uma outra tarefa difícil será convencer o guitarrista principal de que o culto não é show e nem os louvores uma oportunidade dele mostrar solos incríveis de guitarra. Exibições individuais da performance dos instrumentistas apenas chamam a atenção para eles – não para Deus. Como alternativa, sugira uma noite de som gospel, num sábado à noite, onde outras bandas poderão ser convidadas para um festival de gospel. E tenha cuidado para não dar a esse encontro qualquer conotação de culto. Lá eles podem mostrar toda a sua capacidade com a guitarra. Mas, no culto, usem os instrumentos de forma discreta, para acompanhar os cânticos.

6) Tente mostrar para eles que mandar o povo ficar em pé toda vez que assumem o microfone nem sempre fica bem. Às vezes o pastor acabou de mandar o povo sentar. Deixem o povo sentado. Não vai prejudicar em nada o louvor se o povo ficar sentado. Além disso, tem velhos, idosos e pessoas doentes que não conseguem ficar vinte minutos em pé. Eles devem pensar também no pregador da noite, que além de ficar em pé durante o tempo do louvor, vai ficar em pé mais uma hora pregando. Não tem quem agüente.

7) Procure convencê-los a ocupar menos tempo da liturgia. Se conseguir, será uma grande vitória. Uma sugestão que você pode dar nesse sentido é que não repitam o mesmo cântico duas ou três vezes, como costumam fazer. Também, que cortem as ‘introduções’, geralmente compostas da repetição de frases clichês e batidas que não dizem nada. Se você conseguir convencer o líder do grupo que a tarefa dele é cantar e não exortar e dar testemunho, irá diminuir bastante o tempo empregado no louvor, além de poupar os ouvidos dos crentes de ouvir besteiras, frases clichês, chavões batidos, que só tomam tempo mesmo.

8) Outra coisa que me ocorre: insista em que estejam preparados antes do culto. Fica muito feio e distrai o povo quando os componentes do grupo de louvor ficam afinando instrumentos, equalizando o equipamento de som, plugando e desplugando microfones e fios quando o culto já começou. Ensine-os a serem profissionais naquilo que fazem, e que Deus é Deus de ordem.

9) Procure mostrar que eles não são levitas. Não temos mais levitas hoje. Todo o povo de Deus, cada crente em particular, é um levita, um sacerdote, como o Novo Testamento ensina. É uma idéia abominável que os membros do grupo de louvor são levitas. Isso reintroduz o conceito que foi abolido na Reforma protestante de que o louvor e o acesso a Deus são prerrogativas de apenas um grupo e não de todo o povo de Deus. Resista firmemente a essas idéias erradas, que são oriundas das igrejas neopentecostais, especialmente daquelas que se fizeram em cima do movimento de louvor. Tais conceitos apenas servem para que eles se sintam mais especiais do que realmente são e, portanto, intocáveis. Procure incutir na mente deles que aquilo que eles fazem no culto não é mais louvor e mais espiritual do que o cântico de hinos acompanhados ao órgão ou ao piano.

10) Por fim, ore bastante para que os membros do grupo de louvor não sejam filhos de presbíteros e de famílias influentes da igreja, porque se forem, profetizo que sua missão fracassará. Por mais crentes e sérios que os presbíteros sejam, eles não irão contra a sua própria família, e muito menos contra os seus filhos. Você não terá o apoio deles para reduzir, minimizar, limitar e mesmo qualificar a participação do grupo de louvor no culto. Nesse caso, restarão poucas opções. Uma delas é capitular inteiramente e simplesmente deixar o grupo de louvor fazer o que sempre fez, suportando heroicamente, enquanto ora baixinho no culto, ‘Deus, dá-me paciência para que eu possa suportar esse calvário durante o tempo em que fui eleito aqui’. Outra opção é simplesmente pedir as contas e ir embora para outra igreja, tendo aprendido a importante lição de que a primeira pergunta que se faz ao ser convidado para ser pastor de uma igreja é essa: ‘tem grupo de louvor? Os componentes são filhos dos presbíteros?’
Um velho pastor do Recife costumava se referir ao conjunto da sua Igreja como ‘cão junto’. Espero que não chegue a esse ponto em sua igreja, Tadeu, mas que você encontre misericórdia da parte de Deus para que esse desafio seja vencido e que sua igreja desfrute do verdadeiro louvor durante os cultos.

Um abraço!

Augustus”

Nota: A carta é fictícia. Toda semelhança com qualquer situação pela qual algum pastor reformado esteja passando será mera coincidência…

Autor: Augusto Nicodemus Lopes, blog "O Tempora, O Mores"


terça-feira, 18 de junho de 2013

#VEMPRARUACARUARU


Gostaria de convocar os Pastores, Padres, seminaristas e líderes religiosos a participarem dessa manifestação em nossa cidade. Nós que por muita vezes falamos em nossos púlpitos que o povo não pode ficar calado em meio a tantos erros devemos apoiar maciçamente esse protesto. Todos estão convidados, espero ver todos os amigos de ministério lá junto com o povo!!!!!

+Rev. Bruno Leandro

#VemPraRuaCaruaru

domingo, 16 de junho de 2013

UNÇÃO DE ÓRGÃOS SEXUAIS A MAIS NOVA HERESIA DO PEDAÇO




Por Renato Vargens

Outro dia fiquei sabendo de uma igreja em Niterói que promoveu uma campanha de abstinência sexual. Baseada na passagem em que Paulo ensina que devemos “consagrar nossos corpos” a Deus, a liderança  da dita igreja, entendeu que deveria ungir os órgãos sexuais de todos aqueles que estavam frequentando seus cultos. Pois é , sabe o que é pior? O povo se submeteu a ser ungido.

Soube também de uma outra comunidade cujo pastor resolver orar pelos órgãos sexuais dos membros de sua igreja e para tanto, convidou a todos a imporem as mãos sobre seus aparelhos reprodutores.

Prezado amigo, vamos combinar uma coisa? A capacidade que alguns tem de fabricar doutrinas e práticas esquisitas é de assustar qualquer um. Ora, se não bastasse a sandice de ungir carros, objetos e imóveis, eis que surge nesse tupiniquim país a prática da unção com óleo nas genitálias dos fiéis.

Por favor, responda sinceramente em que lugar nas Escrituras encontramos Jesus orientando os discípulos ungirem o sexo dos homens? Ou em que momento vemos os apóstolos Pedro, Paulo e Tiago instruindo os cristãos a ungirem os órgãos sexuais dos santos? Em nenhum lugar não é verdade?

Queridos irmãos sabe qual é o problema da igreja brasileira? Ela abandonou as Escrituras. Por que se tivesse fazendo da Bíblia sua única e exclusiva regra de fé teria há muito tempo rechaçado as heresias apregoadas pelos falsos profetas.

Outro dia enquanto participava de um programa de televisão no Rio de Janeiro, um dos debatedores, pastor evangélico teve a cara de pau de dizer que a Bíblia não valia de nada e que tudo aquilo que nela está escrito não passam de boas histórias.  Claro que eu o refutei na hora, mesmo porque, não dá pra ouvir tamanha sandice e ficar calado não é verdade?

Isto posto, termino esse artigo trazendo alguns conselhos práticos a irmãos em Cristo que se encontram fazendo parte de igrejas com forte "apelo sexual":

1-) Saiam imediatamente de igrejas cujos pastores em suas mensagens pregam a abstinência sexual no casamento. "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que creem e conhecem a verdade." 1 Timóteo 4:1-3

2-) Saiam imediatamente de igrejas cujos pastores ensinam que os seus órgãos sexuais precisam ser consagrados e ungidos e que para isso, precisam ser tocados. "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus."  1 Coríntios 6:10-20

3-) Saiam imediatamente de Igrejas cujo discurso, pregação e ensino esteja unicamente fundamentadas em mensagens de teor sexual.

Lembre-se as Escrituras nos ensinam que nos últimos dias surgiriam falsos mestres e falsas doutrinas:

"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!  Mateus 7:15-20

Naquele que é a verdade,

Pr. Renato Vargens


terça-feira, 11 de junho de 2013

PODE O PASTOR COBRAR PARA PREGAR?


Por Renato Vargens

Lamentavelmente se tornou comum os pastores cobrarem para pregar o Evangelho da Salvação Eterna. Infelizmente sei de casos de pastores cobrando até R$ 15 mil para "ministrar" numa conferência. Além disso, muitos destes exigem hotel 5 estrelas, cardápio variado, carro do ano a disposição e segurança full time.

Pois é, definitivamente a pregação do Evangelho tornou-se um grande bussiness onde o mais importante é fechar bons negócios.

Caro leitor, eu sou absolutamente contra aqueles que cobram para pregar. Jesus nunca cobrou para anunciar a salvação, como também nenhum dos apóstolos estabeleceram cachê para anunciar Cristo.   Paulo, apesar de ter experimentado em seus ministério  necessidades que envolvem a obra missionária, nunca exigiu que a igreja lhe enviasse ofertas, antes recebia de bom grado e com ações de graças aquilo que lhe era enviado. A verdade é que nenhum dos apóstolos do Senhor jamais estipularam uma quantia para pregar a palavra de Deus em alguma cidade.

Agora em contrapartida, existem igrejas que tratam o obreiro com enorme descaso. Há pouco soube de um fato escabroso. Uma proeminente comunidade cristã convidou um pastor para pregar em uma conferência. O pastor convidado era de um estado diferente da igreja, o que exigiu com que a viagem acontecesse no seu  próprio carro. Durante três dias o pastor pregou intermitentemente o Evangelho. Ao final do congresso, os seus anfitriões, lhe estenderam a mão agradecendo a sua vinda sem contudo lhe dar uma oferta sequer, isso sem dizer que os hospedeiros tiveram a cara de pau de não pagar as despesas relacionadas a viagem do seu convidado. 

Um amigo meu, líder de uma grande missão brasileira relata que não são poucas as vezes, que recebe de oferta R$ 50,00. Ele conta, que volta e meia viaja horas de carro, ônibus ou avião, se ausentando da igreja a qual é pastor, deixando em casa mulher e filhos, e que ao final da conferência recebe  no máximo 100 pratas de oferta.

Prezado amigo, vamos combinar uma coisa? Sou absolutamente contra quem cobra para pregar o Evangelho, entretanto, não concordo com aqueles que agem com descaso não horando com dignidade os seus convidados. Há pouco, soube de um relato de um pastor que foi convidado para ser preletor de uma grande conferência, não é que a igreja que o convidou queria cobrar dele a inscrição no congresso? Veja bem, ele seria o preletor, e ainda assim queriam que ele pagasse a inscrição, mesmo porque, ele iria comer no local. Ora, isso é um deboche!

Pois é, bom senso nessas horas é fundamental. Sem sombra de dúvidas o pastor não deve cobrar para pregar, mas em contrapartida a igreja deve tratar seus convidados com decência e dignidade. Tirar o pastor de sua igreja e família e lhe dar "esmolas" ao final do culto afronta os ensinos bíblicos.

Diante disto minha sugestão é que a igreja pense duas vezes em convidar alguém para pregar. Se ela não tem condições de arcar com as despesas relacionadas a hospedagem, transporte e oferta, é melhor não convidar.  Se não possui condições de cobrir as despesas mínimas, não convide ninguém, se organize, se capitalize, e no tempo certo convide alguém para pregar.

Pense nisso!

Renato Vargens


quarta-feira, 5 de junho de 2013

POR QUE CRISTO MORREU?


Por John Stott

Pode ser útil responder a essa pergunta em quatro estágios, começando com o claro e não controverso, e, passo a passo, ir penetrando mais profundamente no mistério.

Primeiro, Cristo morreu por nós. Além de ser necessária e voluntária, sua morte foi altruísta e benéfica. Ele a empreendeu por nossa causa, não pela sua, e cria que através dela nos garantia um bem que não poderia ser garantido de nenhum outro modo. O Bom Pastor, disse ele, ia dar a sua vida pelas ovelhas, em benefício delas. Similarmente, as palavras que ele proferiu no cenáculo, ao dar o pão aos seus discípulos, foram: "Isto é o meu corpo oferecido por vós". Os apóstolos pegaram esse simples conceito e o repetiram, às vezes tornando-o mais pessoal, trocando a segunda pessoa pela primeira: "Cristo morreu por nós". Ainda não há nenhuma explicação e nenhuma identificação da bênção que ele nos assegurou mediante a sua morte, mas pelo menos concordamos quanto às expressões "por vós" e "por nós".

Segundo, Cristo morreu para conduzir-nos a Deus (1Pe 3:18). O foco do propósito benéfico da sua morte é a nossa reconciliação. Como diz o Credo Niceno: "por nós (geral) e por nossa salvação (particular) ele desceu do céu... "A salvação que ele conseguiu para nós mediante sua morte é retratada de vários modos. Às vezes é concebida negativamente como redenção, perdão ou libertação. Outras vezes é positiva — vida nova ou eterna, ou paz com Deus no gozo de seu favor e comunhão. No presente, o vocabulário preciso não importa. O ponto importante é que, em conseqüência da sua morte, Jesus é capaz de conferir-nos a grande bênção da salvação.

Terceiro, Cristo morreu por nossos pecados. Nossos pecados eram o obstáculo que nos impedia de receber o dom que ele desejava dar¬nos. De modo que eles tinham de ser removidos antes que a salvação nos fosse outorgada. E ele ocupou-se dos nossos pecados, ou os levou, na sua morte. A expressão: "por nossos pecados" (ou fraseado muito similar) é usada pela maioria dos escritores do Novo Testamento; parece que eles tinham certeza de que — de um modo ainda não determinado — a morte de Cristo e nossos pecados se relacionavam. Eis uma amostra de citações: "Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras" (Paulo); "Cristo morreu pelos pecados uma vez por todas" (Pedro); "ele apareceu de uma vez por todas. . . para desfazer o pecado mediante o sacrifício de si mesmo", e ele "ofereceu de uma vez por todas um sacrifício pelos pecados" (Hebreus); "o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (João); "àquele que nos ama e nos libertou de nossos pecados através do seu sangue. . . seja a glória" (Apocalipse). Todos estes versículos (e muitos mais) ligam a morte de Jesus aos nossos pecados. Que elo é esse?

Quarto, Cristo sofreu a nossa morte, ao morrer por nossos pecados. Isso quer dizer que se a sua morte e os nossos pecados estão ligados, esse elo não é efeito de mera conseqüência (ele foi vítima de nossa brutalidade humana), mas de penalidade (ele suportou em sua pessoa inocente a pena que nossos pecados mereciam). Pois segundo a Escritura, a morte se relaciona com o pecado como sua justa recompensa: "o salário do pecado é a morte" (Rm 6:23). A Bíblia toda vê a morte humana não como um evento natural, mas penal. E uma invasão alienígena do bom mundo de Deus, e não faz parte de sua intenção original para a humanidade. É certo que o registro fóssil indica que a pilhagem e a morte existiam no reino animal antes da criação do homem. Porém parece que Deus tinha em mente um fim mais nobre para os seres humanos portadores de sua imagem, fim talvez semelhante ao traslado que Enoque e Elias experimentaram, e à "transformação" que ocorrerá com aqueles que estiverem vivos na volta de Jesus. Através de toda a Escritura, pois, a morte (tanto física como espiritual) é vista como juízo divino sobre a desobediência humana. Daí as expressões de horror com relação à morte, a sensação de anomalia de que o homem se tivesse tornado como as bestas que perecem, uma vez que o mesmo destino aguarda a todos. Daí também a violenta indignação de que Jesus foi alvo em seu confronto com a morte ao lado do túmulo de Lázaro. A morte era um corpo estranho. Jesus resistiu-lhe; ele não pôde aceitá-la.

Se, pois, a morte é a pena do pecado, e se Jesus não tinha pecado próprio em sua natureza, caráter e conduta, não devemos dizer que ele não precisava ter morrido? Não poderia ele, em vez de morrer, ter sido trasladado? Quando o seu corpo se tornou translúcido durante a transfiguração no monte, não tiveram os apóstolos uma previsão do seu corpo da ressurreição (daí a instrução de a ninguém contarem acerca desse acontecimento até que ele ressurgisse dentre os mortos, Marcos 9:9)? Não podia ele naquele momento ter entrado no céu e escapado à morte? Mas ele voltou ao nosso mundo a fim de ir voluntariamente à cruz. Ninguém lhe tiraria a vida, insistia ele; ele ia dá-la de sua própria vontade. De modo que quando o momento da morte chegou, Lucas a representou como um ato autodeterminado do Senhor. "Pai", disse ele, "nas tuas mãos entrego o meu espírito". Tudo isso significa que a simples afirmativa do Novo Testamento: "ele morreu por nossos pecados" diz muito mais do que aparenta na superfície. Afirma que Jesus Cristo, sendo sem pecado e não tendo necessidade de morrer, sofreu a nossa morte, a morte que nossos pecados mereciam.

John Stott foi um líder anglicano britânico, conhecido como uma das grandes lideranças mundiais evangélicas.

Texto retirado do livro "A Cruz de Cristo"


FONTE: CINCO SOLAS