domingo, 4 de abril de 2010

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO - PÁSCOA


A festa da Páscoa de Ressurreição (e o tempo ou quadra litúrgica a ela anexa) é o eixo do ano cristão, fonte e origem de todos os demais tempos, assim como o centro da pregação, da celebração e da vida cristã desde os primórdios da Igreja. No começo cada domingo era a festa da Páscoa, o “dia do Senhor”. Aos poucos, e quiçá por influência das comunidades de origem judaica, surgiu a celebração do “Grande Domingo”, como data anual, que no Oriente era sempre em data fixa (14 do mês Nisan), e no Ocidente, no domingo mais próximo à lua cheia do mês de março. Depois foi precedida por um tríduo de preparação e mais adiante seguida por uma cinqüentena de dias, culminando no domingo “do bem aventurado Pentecostes”.

Conforme o uso cristão de que o dia começa no entardecer anterior, com a Vigília Pascal, “a mãe de todas as Vigílias”, entramos no mistério da Ressurreição do Senhor.

O retorno às fontes litúrgicas primitivas, permitiu que Igrejas da Reforma recuperassem antigas celebrações como as desse dia. Na Vigília a Igreja espera, velando, a Ressurreição e a celebra nos sacramentos, e por meio de símbolos demonstra que a vida da graça nasceu da morte de Jesus. O grande símbolo é o da luz, que é o próprio Cristo, vencendo as trevas da morte.

Naquelas comunidades onde a Vigília é celebrada, ela se compõe de quatro partes:

  • a celebração da luz (acendimento do círio pascal),

  • a liturgia da Palavra (de 6 a 9 leituras bíblicas e igual número de salmos),

  • os batismos, ou se não os houver, a renovação dos compromissos batismais pela comunidade,

  • e finalmente, a solene Eucaristia Pascal. Onde a Vigilia não é celebrada, é costume, cada vez mais arraigado, fazer, ao começo da Eucaristia dominical uma breve cerimônia onde é acesso o círio pascal, sinal do Cristo ressuscitado presente no meio da comunidade, e depois do sermão são renovados os compromissos batismais.

O círio será acesso em cada culto até o dia da Ascensão, lembrando os quarenta dias que Jesus ficou na terra, após sua ressurreição, confirmando a fé de seus discípulos.

O tempo ou quadra da Páscoa enfatiza o tema da renovação espiritual pelo batismo e o vincula com a renovação da vida pela ressurreição de Jesus, sendo a comunidade o “lugar teológico” da continuação atualizada da presença viva do Senhor ressurrecto no mundo. Por isso é que todo cristão deve agir como “ressuscitado” possibilitando assim o surgimento de uma humanidade renovada pelo Espírito do Senhor.

Os últimos dez dias do tempo pascal, a contar desde a Ascensão, eram chamados na Inglaterra, de “Tempo da Expectativa”, em referência a aquele período em que os apóstolos ficaram em Jerusalém, cumprindo as ordens do Senhor e em ansiosa expectativa pelo envio do Confortador prometido por Jesus.

A cor usada para o dia da Páscoa e para toda a quadra, é o branco.



Fonte: O Pão da Vida, Comentários ao Lecionário Anglicano, Ano A, 2007, pág. 377, 378 - Revdo. Enrique Illarze, liturgista


Li esta Matéria no site do Reverendo Josafá Batista

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