domingo, 25 de abril de 2010

JESUS PROVA SER O CRISTO ATRAVÉS DE SUAS OBRAS


25/04/2010 – 4° Domingo da Páscoa

Dia de São Marcos, Evangelista

São João 10: 22-30


Meus irmãos e minhas irmãs o relato que o Santo Evangelho nos trás hoje nos mostra que existe uma brecha na narrativa. O Senhor Jesus Cristo não estava falando mais com os fariseus, mas aos judeus em geral. As Sagradas Escrituras não nos diz quanto tempo se passou entre os versículos 21-22. Conseqüentemente, essa é a única menção na Bíblia sobre a Festa da Dedicação, ou em hebraico, Hanukkah. Acredita-se geralmente que essa festa foi instituida por Judas Macabeu quando o Templo foi novamente dedicado depois de ser desonrado por Antíoco Epifanes, em 165 a.C. Era uma festa anual, instituída pelo povo judeu, e não umas das festas do Senhor. Era inverno não apenas de acordo com o calendário, mas também espiritualmente.

O ministério público do Senhor Jesus estava quase terminado, e ele estava prestes a demonstrar sua completa dedicação a Deus Pai mediante a morte na cruz, é o que nos relata os versículos 23-24. O póstico de Salomão era uma área coberta, adjacente ao templo de Herodes. Enquanto o Senhor andava ali, haveria bastante lugar para os judeus se congregarem ao redor dele.

Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-os francamente.

Nos versículos 25-26 outra vez Jesus lembrou-os de suas palavras e obras. Eles lhes falara que era o Messias e que os milagres que realizou provavam que sua afirmação é verdadeira. Novamente, fez os judeus lembrarem que Ele realizou seus milagres pela autoridade e pela glória do Pai. Ao agir assim, mostrou que era verdadeiramente aquele a quem o Pai enviara ao mundo.

A relutância deles em receber o Messias provou que não eram as ovelahs dele. Se tivessem sido separados para pertencer a Ele, teriam mostrado disposiçãode crer Nele.

Esses próximos versículos ensinam em termos indiscutíveis que nenhuma ovelha veradeira de Cristo jamais perecerá. A segurança eterna do crente é um fato glorioso. As ovelhas verdaeiras de Cristo ouvem sua voz. Elas a ouvem quando o Santo Evangelho é pregado, e respondem crendo Nele. Conseqüentemente, ouvem sua voz diariamente e obedecem à sua Palavra. O Senhor Jesus conhece suas ovelhas. Ele conhece cada uma por nome. Nenhuma delas escapará à sua atençaõ. Nenhuma poderia perder-se por omissão ou descuido da parte Dele. As ovelhas de Cristo o seguem, primeiro por exercer fé salvadora Nele, depois por andar com Ele em obediência.

No versículo 28 Cristo dá vida eterna às suas ovelhas. Isso quer dizer vida que durará para sempre. Não é vida que é condicional ao comportamento. É vida eterna, e isso significa perpétua. Mas a vida eterna também é uma qualidade de vida. É a vida do próprio Senhor Jesus. É uma vida que é capaz de desfrutar as coisas de Deus aqui na terra e uma vida igualmente própria para o nosso lar celestial. Note cuidadosamente as seguintes palavras: jamis perecerão. Se qualquer ovelha de Cristo perecesse, então o Senhor Jesus seria culpado de falhar em cumprir uma promessa, e isso não é possível. Jesus Cristo é Deus e não pode falhar. Ele prometeu nesse versículo que nenhuma ovelha Dele passará a eternidade no inferno.

Será que isso significa que uma pessoa pode ser salva depois de viver como bem entender? Será que alguém pode ser salvo depois de continuar nos prazeres pecaminosos desse mundo deste mundo? Não, ele não deseja mais fazer essas coisas. Ele quer seguir o Pastor. Não vivemos a vida cristã para tornar-nos cristãos ou para reter nossa salvação. Vivemos uma vida cristã porque somos cristãos. Desejamos viver uma vida santa não por medo de perder a salvação, mas por àquele que morreu por nós. A doutrina da segurança eterna não é um incentivo a uma vida negligente, ao contrário, é um motivo forte para viver piedosamente.

Ninguém pode arrebatar um crente na mão de Cristo. Sua mão é todo-poderosa. Ela criou o mundo e ainda agora o sustém. Não existe poder que possa arrebatar uma ovelha dele.

O crente não está somente na mão de Cristo; ele está na mão do Pai também. Isso é uma garantia dupla de segurança. Deus, o Pai, é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar um crente.

Por fim o versículo 30 mostra-nos que agora o Senhor Jesus acrescentou mais uma alegação de igualdade com Deus: Eu e o Pai somos um. Aqui provavelmente o pensamento é que Cristo e o Pai são um em poder. Jesus acabara de falar do poder que protege as ovelhas de Cristo. Portanto, Ele acrescentou a explicação de que seu poder é o mesmo poder de Deus Pai. De fato, o mesmo ocorre com os outros atributos de divindade. O Senhor Jesus Cristo é Deus no sentido mais amplo e é igual ao Pai em todos os sentidos.


Paz e Bem
Sem. Bruno Leandro

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