quarta-feira, 26 de maio de 2010

26 de Maio de 2010 - Santo Agostinho, Primeiro Arcebispo de Cantuária, 605


1) Santo Agostinho - Apóstolo dos Anglo-saxões e Apóstolo da Inglaterra .

Monge e Abade na Abadia de Santo André em Roma. Enviado pelo Papa Gregório, o magno com 40 monges, inclusive São Lourenço de Cantuária para evangelizar as ilhas britânicas em 597.

Ele se estabeleceu e pregou a fé por toda a Inglaterra. Um dos primeiros que converteu e batizou foi o Rei Aethelberto que trouxe seus 10.000 súditos para Igreja. Ordenado Bispo de Gaul (hoje França) pelo Arcebispo de Arles. Mais tarde foi Bispo de Cantuária e primeiro Arcebispo de Cantuária. Ajudou a restabelecer contato entre a Igreja Céltica e as Igrejas latinas, embora não tenha conseguido estabelecer a uniformidade que desejava na liturgia e nas práticas entre elas. Até hoje os Arcebispos de Canterbury são mencionados como ocupando a “Cadeira de Agostinho”.

Faleceu em 26 de maio de 605 em Cantuária, Inglaterra, de causas naturais e suas relíquias estão na Igreja de São Pedro e São Paulo em Cantuária, um projeto que ele iniciou.

É mostrado na arte litúrgica da Igreja como um Bispo batizando um Rei.

Sua festa é celebrada no dia 26 de maio.


2) Santo Agostinho

Tudo ignoramos deste Santo antes do ano de 596; era então prior do mosteiro de Santo André, fundado por São Gregório Magno na sua casa do Célio, uma das colinas de Roma; foi escolhido este monge para ser o instrumento principal da obra de conversão da Grã-Bretanha, que São Gregório tinha antes sonhado e mesmo procurado realizar por si mesmo.

Evangelizada desde os primeiros séculos do cristianismo, segundo o testemunho de Tertuliano e Orígenes, a grande ilha tinha inteiramente recaído no paganismo por causa das invasões dos Saxões nos séculos V e VI. Com os primeiros habitantes, os Bretões, tinha o cristianismo sido rechaçado para Oeste, para as Cornualhas e o País de Gales, e nada permitia esperar virem os conquistadores a ser convertidos pelas suas vítimas.

Todavia, o jovem rei de Kent, Etelberto, acabava de se casar com uma princesa cristã, Berta, filha do rei de Paris, Cariberto I. Talvez tenha sido este acontecimento o que fez nascer em S. Gregório esperanças que apressaram a execução dos projetos. Seja como for, na Primavera de 596, Agostinho deixava Roma à frente duma colônia de 40 missionários, na maior parte monges como ele. Lérins foi a primeira demora na viagem, e os futuros apóstolos ouviram lá falar dos Saxões em tais termos que todo o entusiasmo se dissipou, de maneira que mandaram Agostinho a Roma para solicitar do papa que os detivesse. São Gregório reforçou o seu missionário, com a afetuosa energia que estava nos seus modos, conferiu-lhe a dignidade abacial e reenviou-o à Gália com cartas de recomendação e também com avisos, mesmo com admoestações, para os bispos e os grandes. Passado o Inverno, a comitiva embarcou finalmente para o destino.

Na Primavera de 597, chegavam os missionários à ilha de Thanet, não longe da atual Ramsgate, e pouco depois apresentavam-se diante de Etelberto: as antigas fontes falam-nos deles a avançar processionalmente, cantando a ladainha que tinha sido pouco antes estabelecida em Roma. Etelberto ouviu-os e respondeu com uma declaração liberal: não podia resolver-se a abandonar as crenças dos seus maiores, mas autorizava os missionários a pregar e converter; concessão tanto mais importante quanto o rei de Kent era ao mesmo tempo chefe da confederação dos reinos saxões. Agostinho depressa conduziu os companheiros a Cantuária, capital do reino, e instalou-os junto duma capela dedicada a S. Martinho, a qual sobrevivera à devastação geral. Pouco depois, tomava Etelberto lugar entre os convertidos, talvez no Pentecostes de 597.

A Igreja anglo-saxônia estava fundada. Segundo as instruções, Agostinho foi receber a sagração episcopal do arcebispo de Arles, legado da Santa Sé na Gália. A festa do Natal foi ocasião de se batizarem 10.000 insulares. Já se elevava, fora de Cantuária, num terreno dado pelo rei, a abadia de S. Pedro e S. Paulo, com as capelas de S. Pancrácio e dos Quatro Coroados a evocarem recordações romanas: será mais tarde a abadia de Santo Agostinho, necrópole dos soberanos e dos bispos de Kent. No interior da cidade, a igreja de Cristo, Chrischurch, recordava a basílica de Latrão, e seria como esta a catedral.

A alegria e o entusiasmo de São Gregório com estas notícias manifestam-se em várias cartas suas e nalgumas passagens dos seus comentários sobre Job. Escreveu à rainha Berta, para estimular-lhe o zelo que julgava talvez demasiado discreto; ao novo bispo, já taumaturgo, deu avisos a fim de o premunir contra o perigo do orgulho; e ocupou-se com reforçar o número dos operários evangélicos. Nova colônia de 12 missionários sai de Roma, a 22 de Junho de 601, sob a direção de Mellitus: leva a Santo Agostinho as respostas do Papa a diversas consultas de ordem disciplinar e litúrgica, respostas em que se manifestam a discrição e o espírito de larga adaptação de São Gregório. Ao mesmo tempo, envia o Papa um plano completo de organização hierárquica, que será realizado apenas pouco a pouco; Londres e Iorque, cidades episcopais desde a época bretônica, virão a constituir metrópoles para o Sul e o Norte da Inglaterra, devendo cada uma ser provida de 12 bispados su1Tagâneos, e os seus arcebispos, iguais entre si, não deverão ter outra precedência mais que a estabelecida pela antiguidade de cada um. Entretanto, Santo Agostinho recebia, com o «pallium», jurisdição sobre todas as igrejas da Grã-Bretanha.

O primado conferido a Santo Agostinho encarregava-o das cristandades célticas do Oeste da Inglaterra. Nesse ponto, como diz Beda, «por falta de tacto» seria Agostinho menos feliz do que na conversão dos pagãos. Havia, entre o clero bretão e os monges romanos, diferenças de usos litúrgicos, um cálculo diferente na data da Páscoa; e sobretudo havia o amargor dos vencidos e dos despojados, aos olhos de quem Santo Agostinho era o bispo dos Saxões. Duas conferências, realizadas no País de Gales, terminaram com a recusa dos monges e clérigos bretões de se juntarem aos recém-chegados para a conversão dos invasores.

Santo Agostinho não sobreviveu muito a São Gregório: morreu em Cantuária, a 26 de Maio de 604 ou 605. O Essex seguira o exemplo de Kent e, se a conquista cristã não se encontrava ainda muito estendida, a semente estava lançada e ia, no meio de muitas trovoadas, frutificar e abranger todo o país sem necessidade de que viesse nova missão evangelizadora.


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Informação extraída do site do Reverendo Josafá Batista

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