domingo, 2 de maio de 2010

O NOVO MANDAMENTO


02/05/2010 - 5° Domingo da Páscoa

Dia de São Atanásio, Bispo de Alexandria, 373

São João 13: 31-35


O Santo Evangelho de hoje nos tras um novo mandamento. No versículo 31 nos é mostrado que logo que Judas saiu, Jesus começou a falar aos discípulos com mais liberdade e intimidade. A tensão terminou. Agora foi glorificado o Filho do Homem, ele disse. O Senhor antecipava a obra da redenção que ele havia de cumprir. Sua morte poderia parecer uma derrota, mas era o meio pelo qual os pecadores perdidos poderiam ser salvos. Foi seguida pela sua ressurreição e ascenção, e Ele foi grandemente honrado em tudo. E Deus foi glorificado na obra do Salvador. Proclamou-o como um Deus santo, que não poderia ignorar o pecado, mas também um Deus amoroso, que não desejava a morte do pecador; proclamou como ele poderia ser um Deus justo, mesmo sendo capaz de justificar os pecadores. Cada atributo da divindade foi magnificado insuperavelmente no Calvário.

Se deus foi glorificado nele, e foi, Deus o glorificará nene mesmo. Deus verá que apropriada honra é dada ao seu amado Filho e glorificá-lo-á imadiatamente, sem demora; Deus Pai cumpriu essa predição do Senhor Jesus ressuscitando-o dentre os mortos e assentando-os à sua mão direita no céu. Deus não esperaria até o reino ser introduzido. Ele glorificaria seu Filho imediatamente.

No versículo 33 notamos que pela primeira vez o Senhor Jesus dirigiu-se aos discípulos como filhinhos – um termo carinhoso. E usou somente depois que Judas saiu. Ele somente estaria com eles por um pouco. Em seguida Ele morreria na cruz. Eles o procurariam, mas não poderiam segui-lo, porque Ele voltaria ao céu. O Senhor falara a mesma coisa aos judeus, mas num sentidodiferente. Para os discípulos, sua partida seria temporária pois voltaria outra vez para eles (cap. 14). Mas, para os judeus, sua partida seria definitivamente. Ele estava voltando ao céu, eles não poderiam segui-lo por causa da sua incredulidade.

Durante sua ausência, eles seriam governados pelo mandamento de amor. Esse mandamento não era novo, porque os Dez Mandamentos ensinaram o amor a Deus e ao próximo. Mas esse mandamento foi novo em outros sentidos. Foi novo porque o Espírito Santo capacitaria os cristãos a obedecer-lhe. Foi novo por ser superior ao antigo. O antigo dizia: "Amai o vosso próximo", mas o novo diz: "Amai vossos inimigos".

Já foi dito em verdade que a lei de amor aos outros agora é explicada com nova clareza, reforçada por novos motivos e obrigações, ilustrada por um novo exemplo e obediência de uma nova maneira.

Também era nova, como foi explicado no versículo 34, porque exigia um grau mais alto de amor. Assim como eu vos amei, que também ame uns aos outros.

Por fim a bandeira do discipulado cristão não é uma cruz posta ao redor do pescoço ou na lapela, ou algum tipo de roupa distintiva. Qualquer um poderia professar discípulado por esses meios. A marca verdadeira de um cristão é o amor para com seus irmãos em Cristo. Isso requer poder divino, e esse poder é dado somente aos que são habitados pelo Espírito.


Paz e Bem
Sem. Bruno Leandro

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