domingo, 13 de fevereiro de 2011

JESUS CONDENA A IRA, ADULTÉRIO E O JURAMENTO


13/02/2011 - 6º Domingo depois da Epifania

São Mateus 5: 21-24, 27-30, 33-37


Meus irmãos e minhas irmãs o Santo Evangelho de hoje nos mostra que Jesus Cristo faz alertas para seus discípulos e para seus seguidores. Jesus alerta contra a ira (21-24), Condena o Adultério (27-30) E condena juramentos (33-37).

Jesus alerta contra a ira (21-24) - Nesses versículos Jesus completa o que foi dito aos antigos. Jesus cita a passagem do Velho Testamento em que está escrito: "Não matarás; e: Quem matar será condenado pelo tribunal". A lei que proíbe matar, proíbe esse ato desde a raiz, isto é, desde a mais simples ofensa ao irmão.

Os Judeus da época de Jesus sabiam que era errado e era condenado pelas escrituras matar, e que o assasino estava sujeito à punição. Isso já era verdade antes de a lei ser dada (Gn 9:6) e foi posteriormente incluída na lei (Êx 20: 13; Dt 5:17). Com as palavras "Eu, porém, vos digo", Jesus institui uma emenda ao ensinamento do assassinato. Agora, ninguém podia mais se orgulhar pelo fato de não ter cometido assassinato. Jesus Cristo agora diz: "No meu reino, você nem pode ter pensamentos assassinos". Ele remonta o assassinato à sua fonte e alerta contra três formas de ira injusta.

Aparentemente as leis judaicas tinham sanções contra o insulto específico de "RACA" (que siginifica "vasio" em Aramaico), mas Jesus mostrou que a agressão verbal de qualquer tipo torna a pessoa sujeita à condenação eterna. Quando Jesus cita aqui a palavra inferno refere-se à "GEHENA", o "Vale de Hinom", que era um depósito de lixo fora de Jerusalém onde fogos queimavam constatemente para incinerar restos. O local era também conhecido como local de sacrifícios humanos com fogo durante os reinados de Acaz e Manassés (II Cr. 28: 3; 33: 6). Jeremias profetizou que ele seria chamado o "vale da Matança" (Jr 7: 31-32), como um símbolo do julgamento terrível de Deus.

Se uma pessoa ofende a outra, por ira ou por qualquer outra coisa, de nada adianta trazer uma oferta a Deus. O Senhor não terá prazer nessa atitude. Quem ofende, precisa primeiro transformar o errado em correto. Só então a oferta será aceitável.

Mesmo essas palavras sendo escritas num contexto judaico, isso não quer dizer que não tenha aplicação para os dias de hoje. São Paulo interpreta esse conceito em ralação à Santa Eucaristia ou Ceia do Senhor (cf. I Co. 11). Deus não recebe nenhuma adoração de um cristão que não esteja em condições amigáveis de conversar com o próximo.

Jesus Condena o Adultério (27-30) - Nesses versículos Jesus radicaliza até à interioridade a fidelidade matrimonial, apelando ao amor verdaeiro e leal. O adultério começa com um olhar de desejo, e o mal deve ser cortado pela raíz.

Os olhos e as mãos são partes não vitais mais valiosos do corpo. A severidade do pedido ilustra a naturezaradical da ética de Jesus e demonstra a nossa necessidade de cirurgias radicais. Minha mãe conta uma história que um certo rapaz depois que se "converteu ao Evangelho cortou o pênis. Ele disse que leu essa passagem e cortou aquilo que lhe fazia pecar. Mas na verdade Jesus não estava dizendo para cortar literalmente pois Obiviamente, Jesus não estava apoiando a automutilação; não são os olhos ou as mãos que causam luxúria, mas o coração e a mente. O que realmente precisamos é de uma cirurgia espiritual. Manter um pensaemnto de vida imaculado exige rígido autocontrole. O espírito Santo dá poder para que o cristão possa viver uma vida santa. Portanto, precisa haver cooperação e disciplina rígida por parte do cristão.

Jesus condena Juramentos (33-37) - A lei mosaica continha várias proibições quanto ao jurar falso em nome de Deus (Lv 19: 12; Nm 30: 2; Dt 23: 21). Jurar em nome de Deus significava que ele era sua testemunha e que a pessoa estava falando a verdade. Os judeus procuravam evitar a impropriedade de juarar falsamnete em nome de Deus usando então, nos juramentos, termos como céu, terra, Jerusalém ou a própria cabeça.

Jesus condena tal envolvimento da lei como mera hipecrisia e proíbe q2ualquer forma de juramento em conversações do dia-a-dia. Não era apenas hipocresia, mas era desnecessário tentar evitar jurar em nome de Deus meramente substituindo seu nome por outro substantivo. Jurar pelo céu é jurar pelo trono de Deus. Jurar pela terra é jurar pelo estrado de seus pés. Jurar por Jerusalém é jurar pela capital real. Até mesmo jurar pela própria cabeça envolve Deus, pois ele é o criador de tudo.

Para o cristão, jurar é desnecessário. O sim deveria significar sim e o não deveria significar não. Usar linguagem mais forte é admitir que Satanás, o maligno, rege nossa vida. Não há circunstâncias em que é correto o cristão mentir.

Por fim essa passagemtambém proíbe qualquer ofuscamento da verdade ou engano. Porém, não peoíbe fazer juramento num tribunal de justiça. Jesus memsmo testificou sob juramento perante o sumo sacerdote (Mt 26: 63). São Paulo também fez juramento com o propósito de chamar Deus como sua testemunha de que o que ele estava escrevendo era verdadeiro (II Co 1: 23; Gl 1: 20).



Paz e Bem
Sem. Bruno Leandro

Nenhum comentário: